o percurso da two oceans percorre a península do cabo, cenário que frequentemente faz a prova ser descrita como a ultramaratona mais bonita do mundo.
pelo o que eu presenciei na edição do ano passado, eu não colocaria isso em cheque. atravessar a chapman’s peak, espetacular estrada costeira, é o ponto alto. porém não o único: tem vista para a praia de muizenberg (das casinhas coloridas); baías de kalk (lado do índico / baía falsa) e de hout (atlântico sul); região de constantia, tradicional pela produção vinícola.
a história da prova começa em 1970. a ideia partiu de um grupo de corredores de longa distância liderados pelo sul-africano dave venter, que foi transferido a trabalho para a cidade do cabo no final da década de 1960. o objetivo era pragmático: criar um percurso que servisse como preparação para a comrades, a ultramaratona mais antiga do mundo – inclusive servindo como um último teste longo e com relevante ganho altimétrico.
a primeira edição contou com apenas 26 participantes. 15 completaram o percurso. o vencedor foi dirkie steyn, que cruzou a linha de chegada em 3:55:50 – correndo descalço. dois anos depois, a corrida passaria oficialmente a se chamar two oceans. dave venter, o idealizador, terminou em quinto.
com o passar do tempo, a prova ganhou importância social e política. em 1975, quando foi aberta a todos os atletas, ajudou a romper restrições raciais impostas pelo regime do apartheid, que vigorou na áfrica do sul entre 1948 e 1994.
alguns marcos históricos da two oceans vieram logo depois. george qokweni foi o primeiro homem negro a completar a corrida. ulla paul tornou-se a primeira mulher a finalizar dentro do tempo limite. em 1976, o atleta do lesoto gabashane rakabaele tornou-se o primeiro corredor negro a vencer a prova.
a popularidade cresceu rapidamente durante os anos 1980. ao final da década, a corrida já reunia cerca de oito mil participantes.
em 1987, o sul-africano thompson magawana protagonizou um dos desempenhos mais memoráveis da história da prova. nos últimos 14 quilômetros, sustentou um ritmo próximo de 3:17 por quilômetro – a passagem mais rápida registrada naquele trecho até hoje. no ano seguinte, voltou a fazer história ao estabelecer o recorde da ultramaratona: 3:03:44, marca que permanece até hoje.
no feminino, o recorde pertence à sul-africana frith van der merwe, que em 1989 completou o percurso em impressionantes 3:30:36. aquela edição ficou marcada também pelo calor extremo, que levou mais de dois mil atletas a abandonar a corrida.
o percurso passou por mudanças ao longo do tempo. a principal ocorreu em 2000, quando um grande incêndio em chapman’s peak provocou quedas de rochas e obrigou a alteração do trajeto. em 2004, o trecho original foi restaurado e reintegrado à prova.
2026 será a edição de número 56. marco histórico da tradicional distância dos 56 km.
corremos em 2025: exigentes 56 km. 606 metros de ganho de elevação. sensação térmica de 18º.
corredor. é esperando tua leitura que te mando um abraço.
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two oceans, 56km. cidade do cabo.

two oceans, 56km. cidade do cabo.

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two oceans, 56km. cidade do cabo.

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two oceans, 56km. cidade do cabo.

two oceans, 56km. cidade do cabo.

two oceans, 56km. cidade do cabo.

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cidade do cabo, praia de camps bay.

cidade do cabo, praia de camps bay.

cidade do cabo, praia de camps bay.

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table mountain, cidade do cabo.

table mountain, cidade do cabo.

table mountain, cidade do cabo.

table mountain, cidade do cabo.

vista do waterfront, cidade do cabo.

vista da signal hill, cidade do cabo.

vista da signal hill, cidade do cabo.

vista da hout bay, cidade do cabo.

vista da hout bay, cidade do cabo.

vista do cabo da boa esperança.

vista do cabo da boa esperança.

frith van der merwe. ©50 anos da prova.

rakabaele. ©50 anos da prova.

george qokweni. ©50 anos da prova.

jorrie jordaan. ©50 anos da prova.

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